Orçamento e desemprego em debate já daqui a uma semana
Oposição quer explicações do Governo sobre execução orçamental, regime de prestações sociais, desemprego e submissão dos orçamentos nacionais a Bruxelas
- PorRedacção VC
- 2010-09-08 17:16
Execução orçamental, regime de prestações sociais e desemprego são os temas quentes que vão estar em debate já na próxima
quarta-feira, no Parlamento. A oposição quer explicações do Governo sobre estas matérias. O PS pede antes «condições de governabilidade»
para o novo ano político.
«Nós insistimos no pedido que tínhamos feito antes das férias para um debate sobre a execução
orçamental onde vamos manifestar, uma vez mais, as nossas preocupações particularmente em relação à despesa pública», já que
os dados «não são animadores», afirmou esta quarta-feira o líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo.
Os deputados
vão também discutir o novo regime dos apoios sociais, por iniciativa do PCP, que recentemente anunciou que irá pedir a revogação
do diploma.
Os comunistas querem confrontar a ministra do Trabalho, Helena André, com «as restrições inaceitáveis
que o Governo do PS impôs ao acesso» a subsídios como o abono de família, subsídio social de inserção e social de desemprego,
entre outros, disse o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, citado pela agência Lusa.
«Hoje, milhares e milhares
de portugueses que precisam destes apoios estão a receber notificações [com as novas condições] e com a exigência de comprovarem
rendimentos pela internet o que para muitos é manifestamente impossível».
Por iniciativa do CDS-PP, a comissão permanente
vai discutir o agravamento do desemprego, que em Portugal «constitui a maior fractura social e económica que a sociedade está
a viver», afirmou o líder da bancada, Pedro Mota Soares.
Medidas do Ecofin também entram na discussão
Para
além do desemprego e o acesso aos apoios sociais, o Bloco de Esquerda pretende confrontar o Governo com a decisão dos ministros
das Finanças da União Europeia [Ecofin] de os orçamentos dos Estados-membros passarem pelo crivo de Bruxelas.
«É
uma questão de grande importância que é o atentado à democracia que é a submissão dos orçamentos nacionais a título prévio
à autorização por parte de uma entidade que não é fiscalizável democraticamente», defendeu o líder parlamentar do BE, José
Manuel Pureza.
Os partidos prometem muitas perguntas e pedidos de justificação ao Governo. Mas «o que o PS espera
é cooperação, responsabilidade e sobretudo condições de governabilidade para que tenhamos um ano tranquilo e capaz de enfrentar
os desafios que temos pela frente, nomeadamente continuar a combater a crise económica», pediu a vice presidente da bancada
do partido, Ana Catarina Mendes.
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