Finanças

Discurso de Durão Barroso: as reacções dos eurodeputados

Presidente da Comissão Europeia recebeu apoio do eurodeputado do PSD e críticas do PS, BE e PCP ao balanço sobre o Estado da União no último ano

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A União Europeia está melhor do que há um ano, mas não está imune a alguns riscos e precisa de reformas profundas. Foi esta a mensagem que o presidente da Comissão Europeia quis passar no seu discurso sobre o Estado da União, em Estrasburgo, esta terça-feira, onde fez um balanço do último ano e traçou as prioridades para os próximos meses. Um discurso que motivou reacções contraditórias por parte dos eurodeputados portugueses.

Durão Barroso recebeu o apoio fervoroso do eurodeputado social democrata Paulo Rangel, mas também foi alvo de várias críticas da comunista Ilda Figueiredo e de outros eurodeputados.

«Penso que foi um grande sucesso», concluiu Rangel, quando questionado pelos jornalistas. O eurodeputado português sublinhou a forma positiva como várias famílias políticas europeias receberam as ideias de Durão Barroso e classificou de «novidades muito interessantes» as ideias avançadas, principalmente nas áreas da energia e da revisão orçamental.

Vital Moreira referiu, por seu lado, que o discurso de Durão Barroso foi «demasiado optimista», mas reconheceu que a situação económica geral na Europa «melhorou muito no último ano».

O presidente da Comissão apresentou «novas propostas que a serem concretizadas trarão um maior crescimento, emprego e bem estar na União».

BE não concorda que «o pior já passou»

Já Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, não concorda com Durão Barroso quando este diz que «o pior já passou» e sublinhou que a esquerda deve estar atenta e pronta para «cobrar» no futuro, se Durão Barroso não cumprir algumas propostas feitas.

A eurodeputada deu o exemplo das ideias avançadas de criação de uma taxa de transacções financeiras e a criação de uma força especial de combate a situações de catástrofe e emergência, segundo a agência Lusa.

A comunista Ilda Figueiredo realçou que o discurso de Durão Barroso «não teve em conta a realidade actual da UE e, de um modo geral, limitou-se a repetir» as habituais grandes linhas de orientação do executivo comunitário.

«No fundamental o que tivemos foi o esquecimento completo da gravidade da situação económica e social em vários países europeus».

Durão Barroso: «Europa está melhor, mas ainda há riscos»


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