Ministros falham acordo para taxa sobre transacções financeiras
Ministros das Finanças da União Europeia não conseguiram definir novo imposto sobre as transacções bancárias
- PorRedacção RL
- 2010-09-07 20:20
Os ministros das Finanças da União Europeia não chegaram esta terça-feira a acordo sobre a introdução de uma taxa sobre
transacções financeiras, no segundo dia de reuniões em Bruxelas. A medida visava reparar os danos da crise financeira nas
contas públicas.
«É difícil ver como, na prática, o imposto sobre transacções financeiras iria funcionar», justificou
o chanceler do Tesouro britânico, George Orsborne no final da reunião, citado pela imprensa internacional.
«Tem sido
discutido há várias décadas e acredito que continuará a ser discutido por muitas mais», acrescentou.
Esta medida
tem sido muito defendida pela chanceler alemã Angela Merkel, com o apoio da França.
Os ministros discutiram duas
formas de cobrança deste imposto: a incidir sobre todas as transacções financeiras ou, em alternativa, sobre os lucros das
instituições financeiras e remunerações distribuídas.
Os ministros não iriam aceitar um imposto que «destrói a máquina
que irá sustentar o crescimento futuro», disse o ministro Finlandês Jyrki Katainen.
Uma opinião partilhada pelo
responsável da pasta das finanças sueco, alertando que, caso houvesse o novo imposto, as empresas do sector simplesmente iriam
optar por regimes mais favoráveis noutros locais do mundo.
«A Suécia tentou lançar um imposto sobre as transacções
financeiras e o que aconteceu, basicamente, foi que a negociação nos mercados de futuros, obrigações e acções do país foi
transferida, em grande medida, para Londres. Se introduzirmos um sistema unilateral na Europa, o mais provável é que a negociação
seja transferida para os EUA ou para a Suíça. Não é um sistema que, na realidade, possa funcionar», disse Anders Borg.
Note-se
que a Suécia foi foi um dos primeiros países a taxar os seus bancos.
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