FMI: não há remédio senão baixar défice
Economias com acesso limitado ao financiamento não têm outra opção. E Portugal é uma delas
- PorRedacção VC
- 2012-02-08 17:29
Não há outro remédio senão baixar o défice como planeado. Os países com acesso limitado ao financiamento, como aqueles
que estão sujeitos a programas de ajustamento - e esse é o caso de Portugal - não têm outra opção. O aviso parte do director
dos assuntos orçamentais do Fundo Monetário Internacional.
«Para algumas economias avançadas, o acesso limitado a
financiamento não lhes deixa outra opção senão prosseguir com os planos de redução do défice para este ano», afirma Carlo
Cotarelli, num texto publicado pelo sítio na internet do «VoxEu», para o qual colaboram vários economistas e analistas.
O
responsável do FMI, que já tinha passado uma mensagem semelhante durante a conferência de imprensa da apresentação das actualizações
das perspectivas mundiais e do relatório de estabilidade financeira do fundo, sublinha ainda que a «consolidação orçamental
não pode ser a única ferramenta para restaurar a confiança dos mercados», cita a Lusa.
Entre as receitas para estes
países com limitado acesso a financiamento - como é o caso não só de Portugal, como também da Grécia e da Irlanda -, Carlo
Cotarelli defende que «reformas estruturais para aumentar a competitividade e impulsionar o crescimento também são críticas».
Isto não sem deixar o alerta de mesmo as reformas estruturais que já começaram «demoram tempo a produzir resultados».
«Por
isso, é essencial apoiar os países que estão a fazer um ajustamento ao ritmo apropriado disponibilizando os recursos financeiros
adequados - na Zona Euro, através do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira e do Mecanismo Europeu de Estabilidade - para
aumentar a confiança enquanto a percepção do mercado se ajusta. Os mercados respondem eventualmente à melhoria dos fundamentais
económicos como um crescimento de médio prazo mais forte e futuros défices orçamentais mais baixos, mas costuma demorar o
seu tempo».
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