«Certificados de aforro são o produto com pior rendimento»
Depósitos a prazo conseguem melhor taxa
- PorPaula Gonçalves Martins
- 2009-10-28 07:01
Os certificados de aforro são, dos vários produtos de poupança disponíveis para os pequenos investidores, o que apresenta pior rendimento. Em alguns casos, um depósito a prazo rende mais, apesar de também aqui as taxas de juro estarem muito baixas.
Veja aqui o vídeo e o comentário da jornalista da Agência Financeira
De acordo com o especialista da DECO, António Ribeiro, a tendência é para que a rentabilidade dos certificados de aforro continue a cair. Em Novembro, ela deverá atingir o valor mais baixo de sempre, já que está indexada à Euribor a três meses e esta está também em mínimos.
«Mesmo com a taxa de Outubro, que é de 0,7% para os certificados da nova série e de 0,4% para as séries antigas, pode compensar mais um depósito a prazo», afirma, em declarações à Agência Financeira.
Para quem tem certificados das séries antigas, mesmo que os tenha há muitos anos e receba já o prémio máximo de permanência (1,6%), a rentabilidade máxima é de 2%. Um valor que é ultrapassado por alguns depósitos a prazo, onde num investimento a um ano é possível atingir uma taxa líquida de 2,2%.
«A única vantagem que os certificados têm em relação aos depósitos é a garantia total do Estado, que nos depósitos está coberta por um fundo, mas apenas para montantes até 100 mil euros», sublinha António Ribeiro.
Nos últimos tempos os bancos têm lançado produtos que competem com estas duas alternativas: os produtos estruturados e os depósitos a taxas crescentes. Estes últimos «podem apresentar taxas de juro atractivas» mas a DECO deixa outro alerta: «quando nos comprometemos com um produto destes, por exemplo a cinco anos, depois não podemos mudar o dinheiro a meio para outro produto e entretanto, nesse prazo, a taxa de juro pode subir mais». A perspectiva é mesmo para que, nos próximos anos, a taxa do Banco Central Europeu (BCE) volte a subir e, por arrasto, as Euribor também.
Quanto aos produtos estruturados, ao contrário dos anteriores, apresentam sempre um risco, muitas vezes difícil de calcular, até porque têm fórmulas de cálculo complexas, que deixam o rendimento dependente de um cabaz de acções ou índices bolsistas.
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