Ministro das Finanças: «É cedo para falar de recessão na Europa»
Previsões do Governo para economia nacional podem estar desactualizadas e poderão ser revistas no OE 2009
- PorRedacção PGM
- 2008-09-11 19:55
O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, diz que ainda é cedo para se falar de uma recessão económica na Europa.
O responsável, que se encontra em Nice para a reunião com os ministros homólogos dos parceiros europeus, reconhece, no entanto, citado pelas agências internacionais que a economia europeia está a abrandar mais do que se esperava.
Quanto a previsões internas, e embora defendendo que «o Governo não tem de estar todos os dias a fazer uma nova revisão ou a dizer se vai rever, subir ou baixar a sua previsão», garantiu que «a visão do Governo quanto à conjuntura será vertida» no Orçamento do Estado para 2009, a apresentar em Outubro próximo.
O ministro reconhece que as suas últimas previsões estão já ultrapassadas. «As nossas previsões concerteza que, na altura, não reflectiam o abrandamento que neste momento de facto se está a fazer sentir na economia europeia que é mais significativa do que na altura se esperava», afirmou, citado pela «Lusa».
A última revisão do crescimento económico português para 2008 foi feita a 15 de Maio. Na altura, o ministro das Finanças anunciou a revisão em baixa da previsão de crescimento económico deste ano, de 2,2 para 1,5%.
Recentemente, a Comissão Europeia baixou significativamente a sua estimativa de evolução da economia dos principais parceiros comerciais do país. Para a Zona Euro, e relativamente a 2008, estima agora 1,4% na União Europeia e 1,3% na Zona Euro, e admite que algumas grandes economias, como a Alemanha, Espanha e o Reino Unido, podem entrar em recessão técnica ainda este ano.
O ministro falou ainda da crise atravessada pelo Lehman Brothers, admitindo que a mesma terá impacto no curto prazo.
No entanto, considera, o desfecho da história do quarto maior banco de investimento dos EUA terá também o poder de ajudar a «clarificar a situação» de exposição ao mercado de crédito de alto risco nos Estados Unidos.
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