Finanças

Passos à banca: «Estado será accionista passivo»

Plano de recapitalização foi aprovado em Bruxelas, com «contributo de Portugal», garante primeiro-ministro. «12 mil milhões são suficientes»

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O primeiro-ministro esclareceu este domingo que Portugal «não apresentou reservas» quanto ao plano para a recapitalização dos bancos, desmentindo assim as notícias que davam conta de que o Governo português, a par do italiano e espanhol, não estavam interessados na reestruturação da banca.

«Portugal teve até um contributo bastante positivo para ajudar a determinar o melhor método para estabelecer as necessidade de recapitalização que podem decorrer das decisões que viermos a tomar», indicou, no final de um Conselho Europeu, e antes de uma cimeira de líderes da Zona Euro, que terá início ainda este domingo à tarde.

Passos Coelho sublinhou que os 12 mil milhões de euros, inscritos no programa de assistência da troika para a banca, serão suficientes, «independentemente do método» a seguir para a avaliação das necessidades de recapitalização.

E deixou ainda um claro recado à banca nacional: «O nosso objectivo não é nacionalizar bancos».

«Caso [os bancos] precisem de recorrer, o Estado não pretende ser um accionista activo desses bancos. O que pretende é reforçar o processo de recapitalização e retirar-se logo que possível: será uma espécie de accionista passivo».

O chefe de Governo sublinhou que ficou «claro» nas discussões em Bruxelas que «a necessidade de recapitalização não é um sinal de fraqueza dos bancos portugueses», mas um problema de toda a Zona Euro.

«Os bancos portugueses não estão em piores circunstâncias do que a generalidade dos outros bancos. Isso não se deve apenas ao facto de estarmos sob a influência de um programa de assistência financeira. Há vários países até de grande dimensão que não estão sob influência de um programa dessa natureza e têm também necessidades de recapitalização, em proporção com as suas economias, de uma forma não muito diferente que Portugal terá».

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