Finanças

Banqueiro acusado de racismo arrisca despedimento

Administrador do banco central alemão pode ser despedido por causa do que disse

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Um administrador do banco central alemão (Bundesbank) está a ser acusado de racismo, devido a declarações proferidas aquando do lançamento do seu livro, « Deutschland schafft sich ab» (A Alemanha destrói-se a si mesma), onde defende uma política mais apertada de imigração.

Thilo Sarrazin referiu-se à comunidade muçulmana na Alemanha, considerando-a inadaptada e culpando-a pela lentidão do desenvolvimento económico e da integração. Dos muçulmanos, disse ainda tratar-se de «gente que não se adapta e de nível de inteligência inferior, que, para desgraça da nação, se reproduz a um ritmo muito superior ao dos alemães».

O banqueiro do Bundesbank está a ser acusado de racismo e o porta-voz da chanceler alemã já deu a cara para pedir a demissão de Thilo, autor de palavras tão duras e difíceis de encaixar, sobretudo no país do Holocausto. A própria chanceler disse a um canal de televisão alemã que «a escolha de palavras, a discriminação de grupos como um todo, o ostracismo e o tom utilizado são inaceitáveis e não levam a qualquer solução». Mas não é a única. O próprio SPD, partido de Sarrazin, também quer expulsar o banqueiro.

Falando sobre os judeus, disse, também esta semana, que «todos os judeus partilham o mesmo gene».

O administrador é conhecido pela sua postura polémica face aos imigrantes, que classifica como «uma desgraça» para o seu país.

Já em Outubro do ano passado fez manchetes ao referir-se à comunidade turca, considerando na altura que 20% da população de Berlim era «economicamente dispensável» já que não desempenhava «qualquer função produtiva para além de vender fruta e vegetais».

Também no ano passado, disse em declarações a uma revista, que «não tenho de aceitar pessoas que vive à custa de um Estado que rejeitam, não estão adequadamente preocupadas com a educação das suas crianças e produzem constantemente novas rapariginhas cobertas por burcas».

O Bundesbank admite que as «opiniões pessoais» do banqueiro não são boas para a imagem do banco central, mas decidiu não tomar qualquer medida antes de ouvir Sarrazin.

O banqueiro já reagiu à polémica, dizendo-se tranquilo e considerando que «um funcionário do Bundesbank tem direito a expressar as sua opiniões livremente, como qualquer outro cidadão».

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