Últimas

Resgate: Alemanha exige perda de soberania à Grécia

Decisões orçamentais terão de ser transferidas para um comissário do orçamento da Zona Euro

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
0 votos Comentários
  •  
  •  
  •  

Para que a Grécia recebe um novo pacote de ajuda financeira, a Alemanha quer que o país abdique da soberania sobre as decisões orçamentais, transferindo-a para um comissário do Orçamento da Zona Euro. O valor do empréstimo em causa era inicialmente de 130 mil milhões de euros, mas a troika estima agora que Atenas precisa de mais 15 mil milhões.

O «Financial Times» cita, na sua página online, uma cópia de uma proposta de Berlim em que «o novo comissário [da Zona Euro] teria o poder de vetar decisões orçamentais tomadas pelo governo grego se não estivessem em linha com os objectivos estabelecidos pelos credores internacionais».

O novo responsável, que seria nomeado pelos restantes ministros das Finanças do espaço do euro, teria a responsabilidade de supervisionar «todos os grandes blocos de despesas» do governo de Atenas.

«A consolidação orçamental tem de ser colocada sob orientação e sistema de controlo rigorosos. Tendo em conta o cumprimento decepcionante até agora, a Grécia tem de aceitar transferir a soberania orçamental para um nível europeu por um determinado período de tempo».

E ainda há mais: Atenas ficaria também obrigada a adoptar uma lei, de caráter permanente, que garantisse que as receitas do Estado seriam canalizadas, «em primeiro lugar», para os serviços de dívida.

O plano alemão evidencia a falta de confiança dos credores europeus em relação à Grécia: «Se a futura tranche [do resgate financeiro] falhar, a Grécia não pode ameaçar os seus credores com um incumprimento. Em vez disso, vai ter de aceitar mais cortes nas despesas primárias como única consequência de qualquer não pagamento».

O ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos, assegurou entretanto que a Grécia está «a um passo» de obter um acordo com a banca sobre o perdão de pelo menos 100 mil milhões de euros da sua dívida, reconhecendo que há ainda «uma série de difíceis questões para iniciar o novo programa» de ajuda financeira.

Após mais um encontro em Atenas com os representantes da troika, o ministro admitiu que estão em curso «negociações muito difíceis e delicadas», mas garantiu que o processo se encontra «a um passo» de ser completado.

O FMI e a UE pretendem que o país reduza a sua dívida antes de aprovarem um novo empréstimo de 130 mil milhões de euros, necessário para que Atenas não entre na bancarrota.

Partilhar
    Resgate: Alemanha exige perda de soberania à Grécia

    Últimas notícias

    todas as notícias desta secção
    icons