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CGTP: socialistas não votam em Arménio Carlos

Corrente sindical socialista optou por não apresentar uma candidatura alternativa

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A corrente sindical socialista da CGTP decidiu não votar em Arménio Carlos para secretário-geral, mas optou por não apresentar uma candidatura alternativa, conforme chegou a estar pensado, disse esta sexta-feira à Lusa fonte sindical.

De acordo com um sindicalista da corrente socialista, esta tendência tinha pensado em apresentar um candidato próprio, que seria o líder dos socialistas da CGTP, Carlos Trindade, mas recuaram na decisão tendo em conta «o consenso que têm conseguido em relação a várias matérias» relacionadas com o congresso.

No entanto, quando chegar a hora de votar em Arménio Carlos para substituir Carvalho da Silva, os socialistas vão optar por votar em branco. Há alguns dias, Carlos Trindade disse à Lusa que não reconhecia em Arménio Carlos o perfil indicado para ser secretário-geral da CGTP, devido à sua conotação com o PCP, acrescentando que o novo secretário-geral deveria ter a capacidade de promover as alianças necessárias ao movimento sindical.

A comissão executiva tem 29 elementos, cinco dos quais socialistas, pelo que, mesmo que houvesse uma candidatura da tendência socialista, era quase impossível que Arménio Carlos não tivesse os votos nencessários para suceder a Carvalho da Silva.

O XII congresso da CGTP, que decorre esta sexta-feira e sábado em Lisboa, vai eleger no final do dia o novo Conselho Nacional da central. Este órgão, com 147 elementos, vai sofrer uma renovação superior a um terço, e realizará a sua primeira reunião esta noite, depois do encerramento dos trabalhos do congresso, para eleger a nova comissão executiva da Intersindical.

A comissão executiva eleita reúne-se de imediato para escolher o secretário-geral.

É a primeira vez que a eleição da comissão executiva e do secretário-geral ocorrem em dia de congresso. Normalmente eram marcadas reuniões para esse fim cerca de uma semana depois da reunião magna.

Fonte sindical explicou à Lusa que esta foi a forma encontrada para assegurar a transição de um secretário-geral para outro.

Assim, Carvalho da Silva abriu o congresso mas será o novo secretário-geral a encerrá-lo no final do dia de sábado.

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