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Bruxelas paga 629 milhões a Portugal

Programa de co-financiamento suplementar remonta a Agosto. É uma espécie de «Plano Marshall» para promover a economia

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A Comissão Europeia libertou esta terça-feira 629 milhões de euros de co-financiamento suplementar a Portugal, montante que será aplicado na promoção da economia e do emprego no país, indicou fonte comunitária à Lusa.

O financiamento suplementar remonta a Agosto, quando o executivo comunitário acordou um conjunto de medidas para a recuperação das economias europeias mais abaladas, casos de Grécia, Irlanda, Portugal, Roménia, Letónia e Hungria.

O aumento das taxas de co-financiamento, aprovado posteriormente pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, implica que tais países, incluindo Portugal, «não terão de encontrar tanto financiamento complementar nacional num período em que os respectivos orçamentos se encontram sob uma pressão considerável e, por conseguinte, podem ser lançados programas que até à data não foram executados por falta de financiamento nacional e ser injectado dinheiro fresco na economia», indica Bruxelas.

«Estas propostas são uma resposta excepcional a circunstâncias excepcionais. Ao acelerar estes fundos, juntamente com os programas de assistência financeira, a Comissão mostra a sua determinação de reforçar a prosperidade e a competitividade nestes países, mais severamente atingidos pela crise financeira - contribuindo, assim, para uma espécie de Plano Marshall para a recuperação económica», disse, em Agosto, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

A medida, precisa a «Comissão Barroso», não representa financiamento novo ou adicional, mas permite um reembolso antecipado de fundos já autorizados ao abrigo das políticas da União Europeia em matéria de coesão, de desenvolvimento rural e das pescas.

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