Últimas

Grécia: perdão insuficiente obriga a reforço de resgate

Comissário Europeu admite que países podem ter de entrar com mais dinheiro caso não haja acordo para perdoar dívida

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
0 votos Comentários
  •  
  •  
  •  

O comissário europeu Olli Rehn disse esta quinta-feira, em Davos, que será preciso mais dinheiro para um segundo plano de resgate à Grécia, caso os credores privados não cheguem a acordo sobre perdão de dívida.

Rehn admite que sem um amplo perdão de dívida, terão de ser os restantes Estados-membros a contribuir para um novo bailout a Atenas para que a dívida pública seja reduzida até 120% em 2020.

Esta é a primeira que um responsável europeu disse, de forma clara, que será preciso mais dinheiro do que os 130 mil milhões de euros que estavam planeados para o segundo plano de resgate à Grécia.

Em entrevista à Reuters, o comissário sublinhou ainda que espera que Atenas chegue a acordo com o sector privado nos próximos dias no que respeita à troca de dívida por prazos mais longos e juros mais baixos.

«Estamos muito perto de um acordo entre o governo grego e o sector privado. Deverá estar concluído nos próximos dias, preferencialmente ainda em Janeiro», disse à Reuters, em entrevista, durante a sua participação no Fórum Económico Mundial, em Davos.

«O pacote que está a ser concluído irá abrir caminho a uma solução sustentável, e nessas medidas é provável que seja preciso incluir mais financiamento, mas nada dramático», frisou Rehn.

Questionado sobre se considera que o Banco Central Europeu deve dividir o fardo, renunciando ao lucro nas obrigações gregas compradas com desconto no mercado secundário, Olli Rehn respondeu que não quer falar em nome do BCE. Mas a divisão de responsabilidades vai depender de decisões tomadas pelas instituições europeias.

Partilhar
    Grécia: perdão insuficiente obriga a reforço de resgate

    Últimas notícias

    todas as notícias desta secção
    icons