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Rehn: «Estamos muito perto de acordo na Grécia»

Já Christine Lagarde não está «espectacularmente optimista»

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«Estamos muito perto do acordo» na Grécia. O comissário Europeu dos Assuntos Económicos adianta que «se não for esta sexta-feira», então será «no fim-de-semana». «De preferência ainda em Janeiro, não em Fevereiro».

«Estamos muito perto», reforçou Olli Rehn, numa conferência do Fórum Económico Mundial, a decorrer esta sexta-feira na localidade suíça de Davos, citado pela Reuters.

Rehn parece ter ficado mais optimista de ontem para hoje, já que ontem ainda colocava a hipótese de, no caso de que os credores privados não chegassem a acordo sobre o perdão da dívida, seria preciso mais dinheiro para um segundo plano de resgate.

Já a directora-geral do FMI, presente em Davos, não está «espectacularmente optimista em relação ao que tem sido feito», mas assegurou que «queremos concretizar um programa para o país», que precisa inevitavelmente de regressar «ao bom caminho», cita a Bloomberg.

Já para o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, os Estados credores de Atenas devem mesmo «renunciar a parte da dívida grega».

Na mesma conferência, o ministro das Finanças da Alemanha, afirmou que Berlim não espera que a Grécia entre na bancarrota, mas frisou a importância do país em conseguir reduzir a sua dívida pública para um máximo de 120% do Produto Interno Bruto.

«Não esperamos a bancarrota da Grécia. Sei que a maioria dos participantes [no painel] esperam isso, há muito tempo mas eu não espero. Tenho a certeza de que toda a gente está pronta para fazer o que foi acordado», referiu Wolfgang Schaeuble.

A actual ronda de negociações entre Atenas e os credores privados - a terceira - visa um acordo para o perdão voluntário de 100 mil milhões dos cerca de 350 mil milhões de euros da dívida grega.

As conversações ainda não chegaram a qualquer conclusão, dado que Atenas quer pagar juros mais baixos do que os credores - sobretudo fundos, bancos e seguradoras - exigem.

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