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Contágio a Itália faz soar o alarme: juros em máximos

Medo de que outro país possa ser atingido pela crise da dívida levou a «cúpula» europeia a reunir-se de urgência. Juros de Itália, Portugal, Espanha e Grécia sobem no mercado secundário

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Depois de Grécia, Irlanda e Portugal, agora é a Itália que é apontada como a próxima vítima da crise da dívida que contaminou parte da Europa. O receio de contágio está a levar os investidores a penalizarem os títulos da dívida italiana no mercado secundário. E não só: os títulos de Portugal, Espanha e Grécia também estão a fazer soar o alarme.

Os juros das Obrigações em Itália, na maturidade a 10 anos, disparam já para 5,461%, um novo recorde desde a entrada do país no euro. No prazo a 5 anos, as «yields» sobem até aos 4,855%.

O medo de que outro país possa ser atingido levou a «cúpula» europeia a reunir-se de urgência . Os presidentes do BCE, da Comissão Europeia e do Eurogrupo, juntamente com o comissário dos Assuntos Económicos estão a discutir à porta fechada o novo plano para a Grécia. Ainda assim, fontes comunitárias avançaram à Reuters que o receio de contágio da crise da dívida a Itália é «o assunto secreto» desta reunião de emergência. Logo à tarde os holofotes vão estar voltados para a reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro: o denominado Eurogrupo.

Estes temores estão a levar os indicadores de risco de Portugal a evidenciarem-se outra vez, depois de na semana passada a agência Moody's ter cortado o «rating» do nosso país em quatro níveis para «lixo». Os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos em Portugal sobem até aos 13,35%, a 5 anos atingem os 17,515% e a 3 anos tocam um novo recorde nos 19,834%.

Espanha também não escapa. As «yields» na maturidade a 10 anos no país vizinho chegam aos 5,86%, com o diferencial face aos títulos alemães a ultrapassar os 300 pontos base. Pior só mesmo a Grécia, onde os juros da dívida no prazo a 2 anos superam os 31,5%.

O nervosismo alastra-se também às bolsas europeias.

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