Jardim garante que dívida será paga apenas pelos madeirenses
Líder regional admite que sem este acordo região «entraria em incumprimento»
- PorRedacção
- 2012-01-27 19:12
O presidente do Governo Regional da Madeira afirmou esta sexta-feira que a dívida da Madeira será paga apenas pelos madeirenses.
«Com
as medidas a adoptar fica garantida a sustentabilidade da dívida da Região Autónoma da Madeira, a qual será paga apenas pelos
madeirenses e porto-santenses», disse Jardim na conferência de imprensa no Salão Nobre do Governo Regional, no Funchal, para
apresentação do plano de ajustamento financeiro à Madeira.
O líder madeirense realçou que sem este acordo a região
«entraria em incumprimento, arrastada para bancarrota, paralisação em relação ao futuro, fim da autonomia, inexistência de
liquidez para pagar trabalhadores da função pública, para pagar comparticipações e despesas sociais indispensáveis, para pagar
fornecedores».
Jardim destacou que o actual Governo da República, «apesar de emparedado ante a desgraçada herança
recebida e as imposições internacionais, respondeu positiva e afirmativamente ao pedido de assistência financeira».
O
líder insular salientou ainda que com este acordo «ficou desmistificada a ideia mentirosa, repetida, dolosa e infundadamente
vezes sem conta, de que vivemos (madeirenses) à custa dos contribuintes do Continente».
«Também hoje será assinado
o contrato de financiamento do programa, no montante de cerca de 1.500 mil milhões de euros, que se vence até 2031, com uma
carência de capital de quatro anos, e uma taxa de juro igual à da República ante o financiamento da troika».
Jardim
criticou também «algumas sugestões da oposição incompetente quanto à matéria e surrealistas em função da conjuntura em que
decorriam as negociações» deste acordo com o Governo da República de coligação PSD/CDS «ambos responsáveis no presente caso».
«Ao
cumprirmos os nossos compromissos indispensáveis, veremos no final da presente legislatura quem afinal foi mais capaz», apontou,
antecipando que «o tempo e o concreto das coisas encarregar-se-ão de ir destruindo os detratores da Madeira e lamentando o
que tudo isso vem causando à coesão nacional e à solidariedade entre os portugueses».
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