Metro sem serviços mínimos na greve de 2 de Fevereiro
Carris, STCP, Refer e CP também estarão em greve
- PorRedacção JF
- 2012-01-26 15:47
O tribunal arbitral do Conselho Económico e Social (CES) decidiu não fixar serviços mínimos para a circulação das carruagens
do Metropolitano de Lisboa (ML) durante a greve de 2 de Fevereiro.
Vários sindicatos que representam os trabalhadores
do ML apresentaram um pré-aviso para uma greve com a duração de 24 horas durante o dia 2 de Fevereiro, em protesto contra
as medidas anunciadas pelo Governo para o sector dos transportes.
O tribunal arbitral do CES decidiu não fixar serviços
mínimos relativamente à circulação de composições durante o período de greve, pelo que o metropolitano não circulará naquele
dia.
De acordo com o acórdão que dá conta da decisão, «foram ponderados os interesses da população no que respeita
particularmente ao transporte na área metropolitana de Lisboa, que justificaria a fixação de serviços mínimos».
Contudo,
lê-se no documento, «razões de segurança na circulação do Metro, que só poderia funcionar se fossem decretados serviços mínimos
de 50 por cento da oferta normal do serviço em toda a rede, aconselham a que não haja circulação de composições, pelo que
não são fixados serviços mínimos com respeito à referida circulação».
O tribunal arbitral decidiu, por outro lado,
que deveriam ser assegurados os serviços necessários à segurança e manutenção do equipamento e das instalações.
Estes
serviços mínimos abrangem um trabalhador na sala de comando e energia, dois trabalhadores da área do Posto de Comando Central,
três trabalhadores da área em cada um dos oito postos de tracção e quatro trabalhadores da área em cada um dos parques (Calvanas
e Pontinha).
Além dos trabalhadores do ML estarão também em greve durante as 24 horas do dia 2 de Fevereiro os
funcionários da Carris, da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), da Refer, da CP - Comboios de Portugal e da
CP Carga.
Já os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa, empresas que asseguram a travessia do rio Tejo, em Lisboa,
vão parar três horas por turno.
É aguardada a decisão do CES relativamente à realização de serviços mínimos durante
a greve dos trabalhadores da STCP e da Carris.
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