Governo: Moody's ignorou efeitos do novo imposto
Finanças garantem resultado das eleições de 5 de Junho propicia condições favoráveis para o cumprimento integral dos objectivos macroeconómicos e das reformas acordadas
- PorRedacção CPS
- 2011-07-05 19:33
O Governo anunciou esta terça-feira que a decisão da Moody's - de cortar o «rating» de Portugal em quatro níveis para o território de «lixo» - «ignora os
efeitos da sobretaxa extraordinária em sede de IRS» equivalente a 50% do subsídio de Natal e «não considera» o amplo apoio
político à austeridade. Ainda assim, mostra as vulnerabilidades da economia portuguesa.
«O downgrade ora anunciado
revela o ambiente adverso da crise da dívida soberana e as vulnerabilidades da economia portuguesa neste contexto», diz o
Ministério das Finanças, em comunicado citado pela Reuters, antes de acrescentar que a agência «não terá tido em devida conta
o amplo consenso político que suporta a execução das medidas acordadas com a troika, traduzidas numa votação de mais de 80%
nos partidos que subscreveram os memorandos».
O Ministério adianta que este corte «confirma que a apresentação de
um programa robusto e sistémico de ajustamento macroeconómico constitui a única abordagem possível para inverter o rumo e
recuperar credibilidade», sendo que as linhas gerais dessa abordagem «foram apresentadas no final da semana passada no programa
de Governo e serão concretizadas nas próximas semanas».
Na mesma nota, as Finanças garantem que «o resultado das
eleições de 5 de Junho passado propicia inegavelmente condições favoráveis para o cumprimento integral dos objectivos macroeconómicos
e das reformas estruturais acordadas com os nossos parceiros europeus e internacionais».
Esta terça-feira, o ministro
das Finanças, Vítor Gaspar anunciou que o Executivo vai acelerar o corte da despesa pública, que será o foco da sua política
orçamental, estando comprometido com o cumprimento da meta de um défice de 5,9% do PIB até ao final deste ano.
Portugal
está sob um resgate de 78 mil milhões de euros, a três anos, da União Europeia (UE) e do FMI.
- 01:30Veja as capas dos jornais de hoje
- 01:07«Eurobonds não são resposta para situação atual»
- 23:55Investidores processam Facebook e Zuckerberg
- 22:06Alemanha financia-se quase a zero por cento
- 22:04Zon paga 6,85% para se financiar em emissão de dívida
- 21:09Entre austeridade e crescimento, o «meio-termo»
- 21:03Portugueses «viciados» no consumo durante décadas
- 20:52Mais de 7 mil milhões para combater desemprego jovem
- 20:36«Temos enfrentado lóbis e isso não agrada a todos»
- 19:54NAV: greve afeta mais de 500 voos
- 19:46Londres reclama plano decisivo para a Grécia
- 18:53Défice público dispara mil milhões até abril
- 18:49PSI20 fecha a perder 2,78% pressionado pela EDP
- 18:23Sonae: lucro cai 86% para 2 milhões de euros
- 18:04EDP: financiamento chinês começa a chegar antes do verão
- 17:39Hollande insiste nas euro-obrigações. Merkel faz finca-pé
- 17:28Mexia admite tirar EDP Renováveis da Bolsa
- 17:23Paris e Madrid querem fazer tudo para Grécia ficar no euro
- 17:14Empreendedorismo local: Governo cria programa antes do verão
- 16:19Interesse da Lufthansa na TAP é «especulação»
- Mais últimas