«Governo não é a melhor entidade para pedir ajuda»
Ministro das Finanças diz que até podia telefonar ao comissário europeu e ao presidente do BCE, mas não saberia o que dizer quando lhe pedissem compromissos
- PorRedacção PGM
- 2011-03-31 21:35
O Governo não é a entidade em melhores condições para pedir ajuda externa, se isso vier a ser necessário, porque foi «desautorizado»,
afirmou esta quinta-feira o ministro das Finanças, que atirou essa responsabilidade para o Presidente da República.
Em
entrevista à TVI, Fernando Teixeira dos Santos lembrou que um «pedido de ajuda externa obriga à assumpção de compromissos»,
nomeadamente com um «programa de correcção orçamental e reformas que dê confiança às entidades que nos possam apoiar».
«Eu
posso agarrar no telefone e telefonar ao comissário, ao senhor Trichet (presidente do Banco Central Europeu). Mas o que é
que vou dizer, com que é que eu me vou comprometer? Eles vão exigir compromissos e o que é que eu digo? Não estou em posições
de assumir e prometer medidas para corrigir a situação em que o país se encontra», resumiu.
Presidente da República
é a única entidade que se pode comprometer pelo país
Uma vez que o seu programa foi chumbado no Parlamento, «o
Governo não tem legitimidade
nem condições, nem a credibilidade necessária para poder merecer a confiança das entidades externas que nos possam ajudar».
Uma
vez que é um Governo de gestão, «não tem qualquer capacidade de negociação nem de assumir compromissos»,
«não é a melhor entidade para, no exterior, poder obter o apoio que o país necessita». Por isso, Teixeira dos Santos considera
que «a única entidade que pode assumir compromissos em nome do país é o Presidente da República», Cavaco Silva.
«Governo foi desautorizado»
«Ao ver rejeitado o programa
que apresentou, o Governo ficou desautorizado, não tem força para apresentar outro programa no exterior, porque já foi desautorizado»,
sublinhou.
Do ponto de vista do ministro das Finanças, e ao contrário do que ainda hoje defendeu a oposição, «o Governo
não pode comprometer o país, não pode assumir esses compromissos. O Governo, quando muito, compromete-se a si e ao partido
que o apoia».
Na mesma entrevista, o ministro admitiu que o pedido de ajuda está agora mais difícil de evitar.
- 10:52Espanha «cumpre requisitos» para flexibilizar meta do défice
- 10:33Confiança dos empresários alemães em máximos de 7 meses
- 10:21Economia vai piorar na Zona Euro
- 10:16Passos sugeriu: 60 mil fizeram-lhe a vontade e emigraram
- 10:12Portugal cai para recessão de 3,3% este ano
- 09:21Bolsa em queda à espera das projeções de Bruxelas
- 09:08Troika concorda que empresas precisam de crédito
- 08:40Bruxelas disponível para flexibilizar metas do défice
- 08:23Negócios: «Troika viabiliza mais crédito às empresas»
- 08:19DE: «Mais de 60 mil desempregados já emigraram desde o início da crise»
- 08:11Norte de África: UE admite perdão de dívida
- 08:09PSI20 perde 0,38% para 5.577,67 pontos
- 08:07Japão planeia dar ao FMI até 37 mil milhões
- 08:04Lucros da Iberdrola caíram 2,3% em 2011
- 07:57França: 80% diz que país está em crise
- 07:50Obama prolonga corte de impostos e subsídios de desemprego
- 07:47Barril de Brent abre em baixa
- 07:00Bruxelas: previsões para Portugal serão piores
- 21:28EDP: chineses à espera do «OK» dos EUA
- 21:10Fragoso: RTP deve ser gerida à medida do país
- Mais últimas