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Instabilidade regressa às bolsas: Lisboa afunda

Mercados europeus não conseguem ultrapassar sombras da recessão e da crise da dívida. Apesar disso, juros estão controlados

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Pode ser mais uma sessão a começar bem e a acabar mal. Os fortes ganhos registados ao início da manhã já lá vão e a maioria das praças europeias já segue no vermelho ou perto disso. Lisboa regista uma das piores quedas.

O PSI20 recua 0,9% para 5.886,09 pontos, mas esteve já a cair 1,4% por breves instantes. Quem também já cedeu à pressão foi a praça francesa, que desce 0,48%, e a inglesa, que cai 0,03%.

Em Paris, os bancos, que ontem registaram quedas históricas, voltam a ser os causadores da desgraça. A Société Générale, que ontem chegou a cair 22%, e que esta manhã recuperava, depois de ter negado os rumores de dificuldades financeiras, volta agora a perder 4% para 21,29 euros. Também o BNP Paribas recua 4,9% para 33,85 euros.

Tanto Milão como Madrid também já pisaram terreno negativo, ainda que agora tenham regressado acima da linha de água: o MIB avança 0,29% e o IBEX 0,54%. O DAX alemão também se mantém no verde, a subir 0,43%.

Já ontem os mercados tinham iniciado o dia em forte alta, mas acabaram com um «mini-crash», com algumas praças a caírem mais de 5,5%.

Em Lisboa, a inversão da banca, PT e EDP para o vermelho assume a culpa pelas perdas. O BES já recua 3,19% para 2,19 euros, o BPI cai 2,01% para 0,83 euros e o BCP desliza 2,96% para 26 cêntimos. Só o Banif se mantém no verde, a ganhar 2,78% para 44 cêntimos, liderando assim os ganhos, animado pela notícia do «Diário Económico» que dá conta do interesse de vários grupos estrangeiros, como o BBVA, Santander e Barclays, em entrar no seu capital.

No vermelho está já também a PT, que cai 1,19% para 5,58 euros, acompanhada pela Sonae, em baixa de 0,58% para 51 cêntimos.

Na energia, EDP e Galp também recuam, embora menos. A eléctrica cai 0,39% para 2,07 euros, mesmo depois de a China Power ter confirmado o interesse na compra dos 20% do capital que o Estado deverá vender. Já a petrolífera recua 0,28% para 12,55 euros. A Galp foi notícia esta manhã devido a uma explosão na refinaria de Leça da Palmeira, mas o incêndio foi imediatamente extinto e a empresa está a investigar as causas do incidente.

Para já, os futuros dos mercados americanos apontam para uma abertura no verde, com ganhos na casa dos 0,8%, depois das quedas de 4% na sessão passada.

Nos mercados da dívida, os juros estão controlados. Aliás, os títulos da dívida periférica estão mesmo a baixar consideravelmente graças às compras do BCE.

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