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Emissão de dívida leva Lisboa a destacar-se pela negativa

Bolsa portuguesa foi a única a encerrar no vermelho. Banca, PT e Galp derraparam mais de um por cento

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A praça nacional foi esta quarta-feira a única a terminar a sessão do lado das perdas. O principal índice recuou 0,76%, para os 7.364,32 pontos, com apenas três títulos no verde. Lisboa contrariou, assim, o sentimento que se vive lá por fora, com os mercados europeus e norte-americanos do lado dos ganhos.

A prejudicar a bolsa nacional esteve o sector financeiro, mais uma vez sob forte pressão, com os juros da dívida pública a dispararem e Portugal a ser obrigado a pagar mais pela emissão de Obrigações do Tesouro.

Assim, BPI desvalorizou 1,71%, para os 1,60 euros, BCP perdeu 1,26%, para os 0,62 euros, e BES recuou 0,54%, com cada papel a custar 3,45 euros.

Destaque pela negativa também para o peso pesado das telecomunicações: a PT deslizou 1,27%, com cada acção a valer 9,26 euros, a corrigir dos fortes ganhos das últimas sessões. No sector, Zon caiu 1,06% e Sonaecom desvalorizou 1,37%.

Galp também viveu um dia de perdas: as acções caíram 1,40%, enquanto a EDP destacou-se pela positiva ao avançar 1,23% a liderar a tabela dos ganhos.

Já na Europa, as principais praças fecharam a sessão com ganhos até 1% liderados por Madrid. Enquanto isso, os EUA seguem também animados, com os três principais índices com ganhos em torno de 1%.

Os investidores respiram hoje de alívio em relação à saúde das economias europeias, isto depois da emissão de dívida polaca e portuguesa: a primeira registou a procura mais elevada desde 2008, enquanto que a nacional, mesmo tendo sido classificada pelos analistas como «pobre», foi uma procura que superou a oferta.

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