«O país tem que responder a este ataque dos mercados»
Teixeira dos Santos lança alerta à oposição e pede para que deixe o Governo «executar as medidas necessárias». «Não é tempo para querelas inúteis»
- PorRedacção JF
- 2010-04-27 17:37
Portugal sofreu esta terça-feira um novo abalo: desta vez, a Standard & Poor`s (S&P) cortou o rating da dívida pública
portuguesa, aumentando as dúvidas sobre se o país conseguirá pagar aos seus credores. Questionado o ministro das Finanças,
a resposta de Teixeira dos Santos é só uma: «O país tem que responder a este ataque dos mercados».
Considerando
que a maioria das opiniões concordam que Portugal e Grécia são realidades muito diferentes, Teixeira dos Santos, em resposta
por escrito à Agência Financeira, está mais preocupado com «opiniões diferentes»: «(...) o que é certo é que têm
apontado o dedo a Portugal e têm afectado o funcionamento e as condições do mercado da dívida portuguesa».
Assim,
«independentemente da opinião que tenhamos quanto ao acerto desta decisão [corte do rating] ou quanto à sua justeza o facto
é que ela não ajuda a serenar os mercados, pelo contrário. Por isso o tempo é de decisão e acção. Temos que nos manter
serenos e firmes e fazer o que tem que ser feito. E o que tem que ser feito é tomar medidas».
«O Governo já anunciou
medidas a tomar» e «já iniciou a execução de medidas. (...) Temos que prosseguir sem hesitações. Como no passado, faremos
o que for necessário para assegurar eliminação do défice excessivo e para promover a competitividade da economia portuguesa».
Por
isso, para o ministro das Finanças, o momento é «decisivo: o país têm que responder a este ataque dos mercados» e a oposição,
«em especial o PSD» tem de se entender quanto à necessidade de executar as medidas previstas pelo Governo.
«Não
é tempo para querelas inúteis. Há que focar a atenção naquilo que é e deve ser prioritário para o país pois as dificuldades
da crise ainda não acabaram e o que importa é ultrapassá-las o mais rapidamente possível a bem da robustez e solidez da recuperação
económica e do reforço da competitividade da economia portuguesa».
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