Declarações de Schäuble foram «grande elogio»
Disse o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas
- Portvi24 CLC
- 2012-02-11 13:22
O ministro das Finanças da Alemanha fez «um grande elogio» a Portugal, ao dizer que o país estava a fazer bons progressos
no âmbito do programa de ajustamento económico, considerou hoje o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.
O
que o ministro das finanças alemão fez a Portugal «foi um grande elogio», disse hoje o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares,
Miguel Relvas, que garantiu novamente o cumprimento do programa de ajuda externa.
«O que o senhor ministro das finanças
da Alemanha nos fez foi um grande elogio, foi ter dito que o que Portugal estava a fazer, estava a fazer bem e era o caminho
certo [e] é bom ouvirmos palavras agradáveis», afirmou Miguel Relvas à margem do I Congresso dos Jovens Autarcas Social Democratas,
que se realiza hoje na Trofa.
Relvas, que comentava assim a conversa informal de Vítor Gaspar com o seu homólogo
alemão, Wolfgang Schäuble, no início da reunião do eurogrupo, garantiu ainda que «os portugueses podem esperar o cumprimento
do programa que está em exercício, aquele que vigora neste momento».
«Vamos ultrapassar dentro deste programa, deste
tempo e com estas verbas, vamos ultrapassar as situações em que estamos.
Portugal já se distanciou da Grécia nos
últimos sete meses, vamos continuar nesse caminho», frisou o ministro, para quem as reformas que estão em curso «são imparáveis
nos próximos oito anos».
Durante o seu discurso no congresso, e em resposta às críticas feitas pela oposição, Relvas
lembrou que «quem assumiu a responsabilidade de uma reforma profunda das finanças locais não foi este governo, foi o anterior
quando assinou o memorando da troika».
«Sabemos que já não pensavam em cumprir», atirou Relvas, destacando ainda
que «24 horas antes da assinatura do acordo ainda diziam que Portugal não precisava de ajuda», e que «o país está cheio do
discurso de politiquices», razão pela qual as "reformas do faz de conta acabaram».
Para o ministro dos Assuntos Parlamentares
«se não fizermos as reformas que estão em curso morremos».
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