Política

Almeida Santos tem por Sócrates «uma admiração ilimitada»

O histórico do PS diz que esté é «o melhor primeiro-ministro que o país teve depois do 25 de Abril»

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O histórico socialista António de Almeida Santos reafirmou, esta sexta-feira, na Guarda que considera José Sócrates como «o melhor primeiro-ministro que o país teve depois do 25 de Abril».

«Já escrevi que, em termos de juízo global, o melhor primeiro-ministro que o país teve depois do 25 de Abril, na área socialista, foi o engenheiro José Sócrates», afirmou Almeida Santos.

O antigo presidente da Assembleia da República falava na Guarda, durante uma homenagem promovida pela Câmara local, que atribuiu o seu nome à Sala da Assembleia Municipal, por ter sido o primeiro presidente eleito após o 25 de Abril.

António de Almeida Santos, que teve a seu lado o primeiro-ministro, não poupou nos elogios a José Sócrates, ao referir que tem «pelo primeiro-ministro e pelo cidadão José Sócrates, uma admiração ilimitada».

«Não direi que sou fanático, mas a verdade é que já tive oportunidade de lhe dizer isso e de escrever que nós tivemos três grandes primeiros-ministros», declarou, e citado pela agência Lusa, referindo Mário Soares, António Guterres e José Sócrates.

Ainda em relação a Sócrates, sublinhou que «é um grande orador» e «tem todos os dados da política portuguesa na cabeça», apontando que «ainda ninguém lhe fez uma pergunta que ele não soubesse responder, e responde sempre com dados concretos».

Almeida Santos também disse que dos três primeiros-ministros do PS, o actual «foi o mais inovador em matéria de reformas».

«José Sócrates só tem feito reformas, não tem feito outra coisa e tem feito reformas de um alcance que tem sido menosprezado pela crítica e até pelas oposições portuguesas», afirmou.

Recordou reformas realizadas na saúde, na educação ¿ «uma espantosa reforma» -, nas novas tecnologias e nas energias alternativas, entre outras.

Também lembrou que o actual primeiro-ministro, quando chegou ao poder «herdou uma situação financeira caótica» e em três anos reduziu o défice público «a três por cento».

O histórico socialista observou que «já ninguém fala nisso» mas apontou que Sócrates «conseguiu fazer isso, sem que o povo o punisse por tê-lo feito, porque estas coisas só se conseguem com medidas pouco simpáticas à população».

Disse que devido à crise económica mundial, «a mais grave crise dos últimos 80 anos», o primeiro ministro «está outra vez a ter que tomar medidas pouco simpáticas».

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