Dois pilotos por voo? Ryanair acha que é um desperdício
E casas-de-banho também. Ocupam demasiado espaço
- PorRedacção PGM
- 2010-09-03 13:24
Actualmente, todos os aviões voam com dois pilotos. É uma norma de segurança: para o caso de um dos pilotos ter um problema
que o impeça de pilotar (por exemplo um ataque cardíaco), há sempre outro que pode aterrar o avião.
A Ryanair acha
que é um desperdício: «por que é que todos os aviões têm de ter dois pilotos? Na verdade, só é preciso um. Vamos retirar o
segundo. Deixemos que o raio do computador o pilote», sugere o presidente da companhia, Michael O¿Leary.
Em declarações
à Bloomberg, o polémico presidente explica que, caso algum dos seus pilotos tenha efectivamente um problema, como um ataque
cardíaco, haveria sempre alguém a bordo, entre a tripulação, capaz de aterrar o avião. «Se o piloto tivesse alguma emergência,
tocava o alarme, chamava a hospedeira, e ela podia assumir a situação».
Ele quer cobrar tudo
O¿Leary
ficou conhecido por fazer sugestões polémicas numa tentativa de tornar as viagens de avião cada vez mais baratas, ou não fosse
a Ryanair uma low-cost. O presidente já quis cobrar preços indexados ao peso dos passageiros, retirar bancos dos aviões
para que algumas pessoas pudessem viajar de pé e até cobrar o uso das casas-de-banho a bordo.
Uma ideia que ainda
não abandonou, a julgar pelas suas declarações à agência: cada avião tem três casas-de-banho e O¿Leary quer acabar com duas
nos voos de curta duração, o que permitiria libertar espaço para transportar mais pessoas por voo. Quanto à única casa-de-banho
que restaria, seria paga, claro. Um euro por utilização.
O presidente da Ryanair sempre defendeu que os passageiros
não são «flores de estufa» e que não precisam de ser apaparicados com almofadas grátis, cobertores e chá. «Por tarifas mais
baixas, suportam tudo», diz.
Passageiros substituem carregadores de malas
Outra das ideias da Ryanair
é por os passageiros a carregar malas. Em Julho de 2002, num voo para Dublin, o piloto anunciou aos passageiros que a equipa
de handling tinha pouca gente e não conseguiria carregar toda a bagagem. A menos que as pessoas se voluntariassem para
carregar as malas, haveria um grande atraso no voo. Pouco tempo depois, vários passageiros desceram para levar as malas para
dentro.
«Os aeroportos são locais estupidamente complicados, tudo porque temos esta norma inútil de retirar as malas
aos passageiros no início da viagem para a devolver novamente no final. Livremo-nos dessa treta toda. O passageiro leva a
mala com ele, leva-a para a pista e carrega-a no avião», diz.
Andar de avião não é como ter sexo
O
presidente da companhia discorda do princípio de que «o cliente tem sempre razão». Aliás, na sua opinião, «normalmente, o
cliente não tem razão nenhuma».
O seu grande motivo de orgulho? «Finalmente desfizemos o mito de que viajar de avião
era uma espécie de experiência sexual única. Não é. É apenas uma forma de chegar do ponto A ao ponto B».
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