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Primeiro-ministro suspenso após traição da mulher

Peter Robinson, chefe do Governo da Irlanda do Norte, está a braços com um escândalo que envolve a sua mulher de 60 anos e um jovem de 21

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O primeiro-ministro da Irlanda do Norte, Peter Robinson, ficará suspenso de funções por seis semanas. A decisão foi tomada depois de ter rebentado um escândalo envolvendo a sua mulher, Íris, que terá usado dinheiro público para patrocinar um jovem com quem manteve, alegadamente, um caso extra-conjugal.

O primeiro-ministro será interinamente substituído pela ministra das Empresas, Arlene Foster. Seis semanas é o período de tempo pelo qual, de acordo com a lei do país, o primeiro-ministro pode ausentar-se das suas funções. Este mês e meio deverá ser o suficiente para que seja levada a cabo a investigação que envolve o nome de Peter Robinson.

O escândalo explodiu há uma semana, quando a BBC exibiu uma reportagem onde revelava que a mulher do primeiro-ministro tinha usado a sua influência para ajudar um ex-amante 39 anos mais jovem a montar um café em Belfast.

Para já, a direcção do Partido Democrático Unionista (DUP), liderado por Robinson, mantém o «apoio sem reservas» ao primeiro-ministro.

Primeiro-ministro sabia do caso e perdoou

O líder do DUP admitiu já publicamente que a sua mulher tentou o suicídio, por se sentir envergonhada com a aventura extraconjugal, aventura essa de que o próprio Robinson tinha tido conhecimento e já tinha perdoado. Tanto Peter como Íris são conservadores em certos temas sociais. Por exemplo, ambos rejeitam a igualdade de direitos para os homossexuais.

Íris também admitiu a sua relação com o jovem em questão e explicou que a mesma que começou quando consolava o homem de 21 anos pela morte do pai, um conhecido da mulher do primeiro-ministro.

O problema é que, apesar de reconhecer o conhecimento da infidelidade da mulher, Peter Robinson não explicou até que ponto sabia ou não do uso que a mulher deu à sua influência para ajudar o jovem, com dinheiros públicos. E é precisamente essa a questão que a oposição quer ver esclarecida.

A reportagem da BBC revelou, além do caso extra-conjugal, que Iris Robinson conseguiu um empréstimo de 55 mil euros para o ex-amante junto de dois empresários do sector imobiliário. Quando a relação terminou, Íris pediu ao homem que devolvesse parte da quantia.

No mês passado, Iris Robinson anunciou que iria abandonar a política, alegando razões de saúde. Após a reportagem da BBC, renunciou aos seus cargos no Parlamento e na Assembleia norte-irlandesa.

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