Primeiro-ministro suspenso após traição da mulher
Peter Robinson, chefe do Governo da Irlanda do Norte, está a braços com um escândalo que envolve a sua mulher de 60 anos e um jovem de 21
- PorRedacção PGM
- 2010-01-11 20:25
O primeiro-ministro da Irlanda do Norte, Peter Robinson, ficará suspenso de funções por seis semanas. A decisão foi tomada
depois de ter rebentado um escândalo envolvendo a sua mulher, Íris, que terá usado dinheiro público para patrocinar um jovem
com quem manteve, alegadamente, um caso extra-conjugal.
O primeiro-ministro será interinamente substituído pela ministra
das Empresas, Arlene Foster. Seis semanas é o período de tempo pelo qual, de acordo com a lei do país, o primeiro-ministro
pode ausentar-se das suas funções. Este mês e meio deverá ser o suficiente para que seja levada a cabo a investigação que
envolve o nome de Peter Robinson.
O escândalo explodiu há uma semana, quando a BBC exibiu uma reportagem onde revelava
que a mulher do primeiro-ministro tinha usado a sua influência para ajudar um ex-amante 39 anos mais jovem a montar um café
em Belfast.
Para já, a direcção do Partido Democrático Unionista (DUP), liderado por Robinson, mantém o «apoio sem
reservas» ao primeiro-ministro.
Primeiro-ministro sabia do caso e perdoou
O líder do DUP admitiu
já publicamente que a sua mulher tentou o suicídio, por se sentir envergonhada com a aventura extraconjugal, aventura essa
de que o próprio Robinson tinha tido conhecimento e já tinha perdoado. Tanto Peter como Íris são conservadores em certos temas
sociais. Por exemplo, ambos rejeitam a igualdade de direitos para os homossexuais.
Íris também admitiu a sua relação
com o jovem em questão e explicou que a mesma que começou quando consolava o homem de 21 anos pela morte do pai, um conhecido
da mulher do primeiro-ministro.
O problema é que, apesar de reconhecer o conhecimento da infidelidade da mulher,
Peter Robinson não explicou até que ponto sabia ou não do uso que a mulher deu à sua influência para ajudar o jovem, com dinheiros
públicos. E é precisamente essa a questão que a oposição quer ver esclarecida.
A reportagem da BBC revelou, além
do caso extra-conjugal, que Iris Robinson conseguiu um empréstimo de 55 mil euros para o ex-amante junto de dois empresários
do sector imobiliário. Quando a relação terminou, Íris pediu ao homem que devolvesse parte da quantia.
No mês passado,
Iris Robinson anunciou que iria abandonar a política, alegando razões de saúde. Após a reportagem da BBC, renunciou aos seus
cargos no Parlamento e na Assembleia norte-irlandesa.
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